Casablanca não é uma cidade de veraneio, e é isso que faz o seu encanto para um golfista curioso. A capital económica de Marrocos presta-se a uma estadia curta e bem preenchida: um campo de manhã, a marginal de Aïn Diab à hora do aperitivo, uma mesa da medina à noite. Os campos não estão agrupados numa estância; distribuem-se à volta da cidade, a sul para os lados de Bouskoura, no coração do bairro de Anfa e a nordeste em Mohammedia, a antiga Fédala.
Os três traçados não se parecem, e é esse o seu interesse. O Casa Green é um campo moderno, longo e defendido pela água e pela areia; o Anfa, instalado dentro do hipódromo, pede mais toque do que potência; o Mohammedia, a que os golfistas marroquinos chamam "o escocês", joga-se ao vento entre o mar e a floresta. O clima, suavizado pelo Atlântico, torna o jogo agradável durante a maior parte do ano.
O Anfa e o Mohammedia pertencem ao mesmo clube privado, o Royal Golf Anfa Mohammedia, que controla rigorosamente o acesso de não sócios: joga-se por convite ou com tarifa de visitante, o que se prepara com antecedência. O Casa Green, gerido pela Madaëf Golfs, reserva-se online. Três a cinco noites chegam, e a estadia prolonga-se de bom grado até El Jadida ou Rabat, que têm cada uma os seus campos.